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Torres Vedras | Sexta edição do Festival Novas Invasões custa 370 mil euros e espera 40 mil visitantes

A sexta edição do Festival Novas Invasões (FNI) realiza-se este ano nos dias 28, 29 e 30, subordinado ao tema “No tempo das fogueiras”. A apresentação do evento teve lugar na semana passada e foram reveladas algumas novidades para um acontecimento que começou em 2015. A principal inovação é a ocupação do espaço no centro da cidade de Torres Vedras, com mais foco na zona histórica, para centralizar o vasto conjunto de iniciativas.

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Foto: Joaquim Ribeiro
Foto: Joaquim Ribeiro

Rui Brás, diretor executivo do FNI, revelou que o festival conta com a participação de 130 artistas, 40 elementos da organização, 30 técnicos de som, luz e imagem e ainda 22 voluntários. O Mercado Oitocentista conta com cerca de 50 bancas. O programa terá cerca de 60 horas de animação, ao longo de 13 locais, desde a Praça Wellington e Largo de S. Pedro até à Expotorres, com artistas de Portugal (essencialmente torrienses), Espanha, França, Itália e Alemanha.

Entre os espetáculos, João Garcia Miguel, diretor artístico do FNI, destacou quatro. Em primeiro lugar o “Cubo”, de dança vertical e acrobacia aérea, pela companhia italiana Eventi Verticali, no parque de estacionamento dos Jardins de Santiago, dia 28 às 23h. No mesmo dia, às 23h30, na Praça Machado dos Santos, o teatro de rua “Nit Mágica”, da companhia espanhola Xarxa Teatre. A mesma companhia atua também no dia 29, sexta-feira, às 23h, na Expotorres, com o espetáculo “Ara Pacis”. O outro destaque vai para o espetáculo “Aria”, de dança acrobática, música e vídeo, nos Jardins de Santiago, pelos espanhóis Zenit Aerial Ballet, no dia 30, sábado, às 23h.

Outro destaque vai para a recuperação do “Cortejo das Luminárias”, no dia 29, às 22h, com partida do Largo da República em direção à Expotorres, contando com a participação dos Gaiteiros da Freiria. O programa completo pode ser consultado no site criado para o FNI, em novasinvasoes.pt, onde os visitantes podem associar às suas agendas pessoais, em formato digital, os eventos aos quais pretendem assistir.

João Garcia Miguel explicou ainda que o tema da edição deste ano, “O tempo da fogueira”, é uma provocação e “evoca um tempo antigo, como cozinhávamos e como estávamos uns com os outros, mas também a forma como nos relacionávamos com a natureza”. Por isso muitos dos espetáculos remetem para elementos ligados ao fogo. O diretor artístico do FNI sublinhou que existe igualmente um espaço de reflexão e debate sobre aquilo que nós somos.

Para Ana Umbelino, vice-presidente da Câmara Municipal, “o festival contribui para afirmar Torres Vedras como um território que confere inequívoca centralidade às artes e à cultura, enquanto pilares de desenvolvimento sustentável. A presidente da Câmara, Laura Rodrigues, afirmou no final da apresentação do evento que “estão reunidas todas as condições para mais uma edição de referência do festival, que traz ideias inovadoras e disruptivas”.

O orçamento do festival é de 370 mil euros e espera-se a participação de 40 mil visitantes. As entradas são gratuitas, mas a comida e a bebida são pagas. Existe um pacote, o “Bucha c’um caneco”, que oferece um caneco, ao preço de oito euros, e inclui uma bebida, um pão com chouriço ou com torresmos e um pastel de feijão. Existe uma edição limitada de 500 pacotes, cuja venda serve para ajudar as associações, e depois de esgotado é possível continuar a comprar petiscos, mas avulso.