“Não há turismo a mais, os turistas estão é mal distribuídos”, afirma responsável de departamento no Patriarcado de Lisboa
José Manuel Pimenta, responsável pelo departamento da Pastoral do Turismo no Patriarcado de Lisboa e do projeto «Quo Vadis», afirmou não existirem “demasiados turistas” na capital, mas sim estarem “mal distribuídos”.

“É fácil chegarmos à baixa de Lisboa ou à zona de Belém e ficarmos esmagados com a quantidade de turistas que por ali passam todos os dias e que, na realidade, procuram sempre os mesmos sítios, desconhecendo muitos outros que poderiam visitar”, esclareceu.
“O que a Pastoral do Turismo pretende, através do nosso trabalho, das parcerias que vamos criando, é ter propostas de itinerários de visita dispersos pela cidade e pelo território”, acrescentou.
O responsável explicou que aquando da criação do projeto «Quio Vadis» em 2017, uma aplicação e portal da internet que permite aceder a itinerários de visitas, propostas culturais, horários de igrejas, entre outras informações, deram conta da existência de mais de 200 igrejas no território.
“Igrejas que podiam ser visitadas, fruídas, que são herdeiras de uma história, de um património, de experiências de séculos de devoção, também do que é o quotidiano de muitas pessoas que ao longo da História viveram, fizeram a sua vida na cidade de Lisboa e que muitas delas materializam essa dimensão muito humana, mas ao mesmo tempo muito espiritual”, sintetizou.
Falou por isso num trabalho “credível” que se tem constituído como parceiro de entidades públicas e privadas, procurando que o olhar da Igreja na área do turismo tenha lugar. “Nos últimos anos têm sido várias as atividades e projetos realizados em parceria que, de uma forma bastante positiva, demonstram como a Igreja, às vezes com muito menos recursos, consegue fazer trabalhos excecionais e de igual qualidade “, sublinhou.
José Manuel Pimenta fala por isso do esforço de manter e formar parcerias com as comunidades e paróquias, sensibilizando para a sua abertura, assim como a formação necessária de agentes preparados para informar e acolher.
O responsável, que integra também a equipa da Pastoral do Turismo nacional, assinala o caminho que a Igreja Católica tem feito de valorização do seu património para fins turísticos, percebendo que a abertura e preservação dos espaços são “pontes de espiritualidade” e “lugares de beleza”.
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