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Rua Álvaro Galrão vai para obras

Na reunião pública da Câmara de Torres Vedras realizada a 24 de setembro do ano passado, em Monte Redondo, ficou decidido por unanimidade dos votos das forças políticas ali representadas (PS, PSD/CDS e Unidos) a “abertura de procedimento” para uma “empreitada de requalificação urbana da Rua Álvaro Galrão”.
Entretanto, passado este hiato de tempo decorreu um concurso público com vista à efetivação desse desiderato, culminando com a “escolha, aprovação e adjudicação” da obra a uma empresa construtora da praça, segundo nos informaram a presidente da edilidade, Laura Rodrigues, e o seu vereador das obras municipais, Francisco Martins.

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Imagem ilustrativa: Rua Álvaro Galrão vai para obras

Obra há muitos anos desejada pelos munícipes residentes naquela zona da cidade torriense, também conhecida como «Bairro Novo», a referida artéria citadina irá sofrer, “em princípio por alturas da Páscoa” vaticinam os autarcas, trabalhos de substituição das infraestruturas, designadamente “canalizações de águas domésticas e pluviais, drenagens, sumidouros, coletores e esgotos”. Intervenção essa executada numa parceria com a Câmara e os Serviços Municipalizados.

Mas também as acessibilidades e os passeios públicos irão receber uma “intervenção profunda” para “melhorar a qualidade de vida das pessoas”, a exemplo do que já aconteceu na Praça 25 de Abril/Jardim da Graça em tempos recuados. O custo orçamental previsto vir a ser gasto com essa empreitada rondará os 579.981,49 euros, mais IVA.

A ideia e projeto da referida obra datam do ano 2021 e só agora parece terem “pernas para andar”. Todavia, a intervenção laboral no terreno irá causar muitos “problemas, transtornos e dores de cabeça” à mobilidade dos residentes nas entradas e saídas dos seus prédios, e também a quem, diária ou habitualmente, atravessa aquela artéria citadina. Sobretudo os mais idosos. Pois é certo e sabido que as máquinas, giratórias ou de outro tipo, irão irromper rua abaixo e rua acima para a esventrar.

Simultaneamente, irão decorrer em paralelo algumas “intervenções e estudos arqueológicos” para estudar o que ali existiria noutros tempos recuados, quer em termos humanos quer da própria orografia dos terrenos, já que a edificação daquele «Bairro Novo» data das décadas dos anos 40 e 50 do século passado.

 

Obras em mais seis ruas, incluindo a Tereza de Jesus Pereira

 

As designadas obras estender-se-ão depois às ruas anexas à Álvaro Galrão, nomeadamente: Brigadeiro Neves Costa, Carlos França, Conde de Tarouca, Batalha Reis, Figueiroa Rego e Comendador António Hipólito. Destas, a Batalha Reis e Neves Costa serão as últimas intervencionadas. Porém, as datas no seu conjunto ainda não são conhecidas, embora seja vontade da Câmara efetuar trabalhos todos os anos de duas em duas artérias. Tudo custará cerca de três milhões de euros, com IVA, já incluindo o custo da Galrão.

“Novos estacionamentos e passeios, espaços verdes e mobiliário urbano, tudo numa plataforma única e sem desníveis, num só dos lados da artéria”, contribuirão no final da intervenção e conjuntamente para uma “melhor mobilidade dos transeuntes”. A pensar igualmente nos cidadãos com “mobilidade reduzida e invisuais”.

O piso das ruas será “totalmente novo”, mas manter-se-ão os “paralelepípedos em pedra” naquelas onde hoje-em-dia eles já existem, para que a “característica e identidade do bairro” em termos históricos, sociais e culturais “não sejam desvirtuadas ou sequer perdidas”, garantem os dois responsáveis autárquicos. Porém, sempre que se justificar e os técnicos assim o indiquem o piso em massa betuminosa “será sempre uma alternativa”. Até para “prevenir o ruído” emitido pelo atravessamento do trânsito automóvel no local.

Entretanto, a Câmara Municipal prevê vir a fazer obras também na Rua Tereza de Jesus Pereira ao nível da melhoria e requalificação do pavimento em betuminoso, atualmente “muito degradado”, igualmente no período da Páscoa ou lá mais para o próximo verão.